1 de nov de 2009

A “REVOLUÇÃO” NÃO VAI PASSAR NA TV

Uma situação que nos chama a atenção...

é a indubitável quantidade de programas e quadros que vêem sendo produzidos na TV sobre o comportamento das mulheres na atualidade. Temos “Aline”, “Norma”, “A liga das Mulheres”, “Viver a vida”, “Amor e Sexo”, todos comandados pelas “interessadas”. E só nos especificarmos apenas a programação da TV Globo. Ao que nos parece, todos estes “programas de lobotomia” apresentam um mosaico fútil e “fluido” dos comportamentos das mulheres nascidas após terceira onda feminista, o liberalismo sexual e econômico. É a perspectiva da “vida da mulher moderna no novo século”. Contudo não existe nada mais conservador que “uma” liberal no poder, ou melhor, um “programa liberal” na TV. Apesar da cirurgia plástica mal dada, a partir dos bisturis machistas, que tentam esculpir a anatomia dos ideais e concepções descritos como feministas. Em si o discurso “feminista” existente nestas merdas, pretendem mascarar os interesses tecnocráticos da “pau-molessência” machista. A aparente liberalidade destes programas, tenta esconder um moralismo ultra-reacionário e quase colonial. Onde o corpo é confundido com “comportamento”, a sexualidade é traduzida como “necessidade biológica” e o amor é exemplificado pelo casamento monogâmico. É sacanagem da grossa, ou melhor, é putaria de coquete.
A programação compulsória

No programa "Amor e Sexo"...
apresentado pela “robótica simpática” Fernanda Lima, as colocações “descoladas e descontraídas” d@s puritan@s convidad@s, tratam de modo banal a relação de entrega sexual dos seres humanos. É ridículo ver @s mesm@s atrizes/atores globais acostumad@s a mostrarem seus corpos em “nus artísticos” para as novelas, uma hora depois, encontrarem-se castos e sem excitação, simulando striptease de castidade, sem a materialidade do corpo, porque não tem corpo, apenas uma cabeça que fala, fala e fala. Estes intérpretes são pressionados pelas regras do jogo, onde a falta de naturalidade dos mesmos fica por conta de uma platéia que exerce sobre eles o papel de representantes da sociedade repressora. Ou seja, o programa consiste numa guerrinha de sexos, tipo meninas contra meninos, onde perguntas tendenciosas, dicas da semana e conselhos psicolóides influenciam no comportamento de uma platéia ultra conservadora. Controlada por uma agitadora de palco, que as faz bater palmas, gritarem, deitarem, rolarem e se fingirem de mortos. Tudo gira em torno de um único objetivo: manter o controle sexual da população dentro das normas e dos bons costumes familiares. Mesmo não concordando com a ideologia foucaultiana, ficamos com a máxima de que “falar de sexo é uma maneira de não fazer sexo”, pois até Gregório de Matos ficaria chocado com tanta compostura. Moral da historia: você pode ser ousada, pintar o cabelo de vermelho e vestir roupas sensuais, desde que mantenha o seu casamento, cuide bem de seus filhos e não perca a sua feminilidade nunca.
“Aline”...
é a filha de um casal fruto da contra cultura e que viveu o auge da revolução sexual. Ela mora com dois namorados, trabalha numa loja-retrô de vinis (nada mais moderno) e ao mesmo momento senti-se integrada e deslocada. A aparente independência da personagem se dissipa ao abrir a boca, ao lidar com dinheiro e com sua sexualidade. A série é tão poluída de conservadorismo e modernices que @ telespequitad@r fica zonzo e pode ter crise de esquizofrenia assistindo um só capitulo. A garota (é assim que ela se comportada e gosta de ser vista) no plano econômico parece uma Paris Hilton de classe média. Tem a consciência material de que é dura, mas a qualquer momento pode buscar conforto na casa dos pais e por tal motivo se aventura a morar num quitinete comendo miojo e ganhando apenas um mínimo salário. Fútil como “toda mulher” e irresponsável como “todo jovem”, assim que ela pega o salário do mês, pensa e investe em sua aparência, em roupa, festas e o resto é resto, como acreditam todos os pequenos burgueses de intelectualidade “artística e liberal”.
A aparente sexualidade resolvida se dá pelo fato de ter dois namorados que são servis ou quase escravos sem cérebro. Lógico que isso só ocorre pelo fato deles estarem desempregados. Entretanto, ela possui uma subserviência para com seus “namorados” que parece ter sido retirada de uma fotonovela psicodélica, quase igual as que nossas avós se divertiam ao lerem as revistas tipo “Cruzeiro”. A “modernidade” está apenas no fato da cartunesca personagem, ao invés de preparar o café para apenas um rapaz, o faz para dois. É um ménage a troais sem toque, beijos ou qualquer contato físico, dá pra contar às vezes que os três estão juntos na cama. Ou seja, é pornografia pós-modernista de alta voltagem. A sensualidade, o coquetismo e a meninice impregnada são para tentar atrair um público de machos quarentões, esta é outra sacada sacana da novelinha. Sutiãs com estrelinhas, calcinhas fetichista a mostra, maquiagens descontraídas, meias 3/4, deixam qualquer “tiozão da sukita” doido para entrar na internet e azarar a primeira ninfeta de 14 anos nos bate papos da UOL. As amiguinhas de Aline são uma extensão dela mesma, com o antigo direito paterno de usar sexualmente seus corpos. Elas transam com o pai dela satisfazendo a fantasia dos pais que não podem transar com as amiguinhas de suas filhas. E a Globo se diz contra a pedofilia. É um subproduto pasteurizado da Beleza Americana. A moral é: jovens “liberais” viram adultos neuróticos e geram famílias desestruturadas, pois é assim que os adultos são apresentados para o público no programa.
“Viver a Vida”...
como toda novela do Manoel Carlos sempre tem uma Helena como protagonista, uma mulher apaixonada que cuida da casa que trabalha e é mais ou menos bilionária, só que o diferencial nessa novela é a Helena ser negra. Vale lembrar que Helena é uma personagem mitológica que representa a mulher como símbolo de discórdia. A discórdia de todas as Helenas de Manoel Carlo ocorrem na destruição da família burguesa decadente. Thais Araujo “musa da Cor e do Pecado” projeta a negra aceita dentro da família branca. O corpo feminino tido como objeto na profissão de modelo e a afronta que rivaliza as mulheres brancas que nunca precisaram sair de casa para trabalhar. Como todo conto de fadas a parte final da novela cria a sensação de que qualquer problema pode ser superado de maneira individual. É o final feliz do individualismo. Machista e classicista o autor só abordou o aspecto do aborto porque a personagem envolvida era negra e a polêmica causada traria uma audiência conservadora que jamais admitiria que tal pratica fosse exposta no seio de uma família branca e católica. O autor é mestre em estereotipar mulheres, mulher infantil e egocêntrica, mulher pra frentex e conservadora, mulher feminista e mal amada, ele é tão mestre que consegue até colocar uma virgem (filha adotiva e prestativa como empregada) no enredo e ser “interessante”. Quem colocaria uma virgem numa novela das oito? Ele consegue... é horrível perceber que um filminho na medida do possível honesto, como O Divã, com a excelente Lilian Cabral, tornou-se uma insuportável novela das oito. As meninas do “papai Noel Maneco” são um esforço mental tão grande para tornarem seres humanos pensantes que é bizarro ver as cenas em que as mulheres aparecem tendo um momento de “seriedade” devagando sobre os problemas mundiais, a pretensa seriedade de Viver a Vida é tão constrangedora que suas novelas só poderiam representar os tediosos valores burgueses de uma bossa nova.
Contudo é "a Liga das Mulheres"...
a “droga mais pesada”. O barato é tão louco que uma overdose deste programa é capaz de sufocar qualquer pessoa em que tenha no cérebro mais de três neurônios conscientes sobre as condições de uma sociedade machista. O formato do programa consiste numa reunião de revendedoras “tapauer”, todas prontas para fofocar, digo, “solucionar” as mais complexas questões da humanidade. Nada de violência sexual ou opressão de gênero, nada de superações econômicas ou alteridades humanistas. Os profundos traumas apresentados nos quadros são: “Como manter ou amarrar um homem”? “Como ser uma boa madrasta”? “Ou como cuidar dos filhos”? Lideradas pela jornalista de pedigree Amauri Jr, Renata Ceribelli, o GT é composto por mulheres sérias, de profissão respeitável, multi-étnicas e multi-etárias. Contudo, nenhuma opinião política aparece, o problema individual a ser resolvido é maior que qualquer expressão dos problemas da coletividade.
"Norma"...
como o próprio nome diz normalidades, regras e tudo que seria normal, não conseguimos assistir este programa porque aí seria demais, até revezamos um pouco para não termos um ataque de diarréia, mas infelizmente ou felizmente não dá pra aassistir tudo...aí já é auto mutilação masoquista. Lamentamos não ter assistido o programa já que a protagonista é a talentosa Denise Fraga, mas quem quiser comentar, por favor a vontade o espaço estará disponível.
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A análise podre das Maçãs
A Mulher como Atriz
Neste caso, não somos pretensiosas - como se houvesse algum mal nisto. Mas quem em sã consciência gosta de viver à sombra? Condicionadas aos papeis de gênero, as mulheres nem ousam visar algo mais alto. E assim, efetivam ao homem todas as possibilidades de sucesso, internalizando em si um derrotismo e acomodando-se a eles com facilidade. Por tal motivo, as personagens como “Aline” tornam-se perniciosas com suas neuroses e suas futilidades, pois a ideologia presente nelas, tratam de boicotar as ambições feminista de auto suficiência e propriedade sobre o próprio corpo. Já que suas “neuroses,” só se resolvem com a presença dos homens (namorados, pais, e patrões) ao seu lado. E quando consegue bastar-se financeiramente, são apresentadas como se odiassem essa condição, sonhando em confiar a um homem o seu destino como se este fosse o "salvador" que a livrará deste fardo. Este é o caso da personagem interpretada pela Lilian Cabral. A mulher que se identificar com tais representações sente medo em ir à frente. É como que se depois de terem suas carteiras de motorista nas mãos, fossem dirigir o seu próprio carro com o freio de mão puxado. O sentimento de inferioridade produzido a partir destes programas, como em todos os demais aspectos que conservadoramente povoam a vida social feminina em relação ao homem, deixam a mulher cristalizada a uma adoração de dependência a figura masculina. Isso faz com que se sintam com um preconceito que lhe é desfavorável, sem que tenha facilidade em conseguir vencê-lo. Inclusive dentro de si mesma. Faltará a tais mulheres, para ir além, esquecerem-se de si, porém para isso, seria necessário que estivessem certas que se encontraram. Eis a lógica da produção de tais programas.
As mulheres nos "palcos" da vida
O que podemos observar nas artes cênicas, por exemplo, é que as mulheres confirmam a sua feminilidade quando visam em seus trabalhos que sua beleza se sobressaia. Pode-se facilmente identificar, salvo algumas exceções, que há nas atrizes um esforço maior em enfatizar a sua aparência do que uma preocupação com sua expressão artística, reforçando assim o estigma da "beleza feminina". Elas continuam, depois de atuar, sustentando esta imagem, ou seja, nunca deixam o personagem, porque na realidade nunca interpretaram um papel e sim estenderam suas vidas até o palco. Não há uma paixão pelo trabalho transformador, o que existe é um culto narcisista. A pergunta fica: Como criar um mundo onde a mulher consiga mostrar-se artisticamente se estas estão presas num universo medíocre onde favorecem apenas seu próprio ego e aos homens? Ora se a arte vem de um exercício da liberdade, não faz sentido esta prisão à vaidade. Entretanto que a mulher quer expressar realmente? Esta é nossa preocupação ao fundamentarmos este texto. Se o individuo humano procura no trabalho um sentido transformador para a sua existência, nós mulheres devemos procurar projetar uma existência libertadora e não uma confirmação de condicionamentos. Como acontecem nas telenovelas e nos programas citados. É um papel que cabe a todas as mulheres, fazerem com que através de qualquer tipo de expressão artística, não se prendam apenas em serem belas, encantadoras ou sexys. É preciso que tenhamos a consciência de mostrar que também estamos aptas à criação, porém para que isso aconteça seria necessário que Fernandas Lima, Taíses Araujo, Marias Flor e Cia. esquecessem o que nos tornamos quando, despreparadas, assistimos tais modelos estigmatizados de ser mulher, para por certo nos encontrarmos na sociedade como seres humanos livres e com condições de transformação. E só assim será possível a tais atrizes descer do palco e atuarem na vida sem que estejam representando quais quer personagem que não venha a fazer delas, e das demais mulheres, um esteriotipo caricatural de si mesmas.
Enquanto cantam as cigarras, as formigas... No fundo, não existe nenhuma novidade, tais programas são reformulações de outros que antes existiram, como “Radical Chique” ou “Ponto P”. A questão seria saber quais são as preocupações destas emissoras além de fazer dinheiro, pois nem mesmo vivemos um momento de forte impacto do feminismo para que haja tanta propaganda antifeminista. Concluímos que esta onda de programas só nos dizem que os homens “aceitam” as mudanças no plano traçado por eles para as mulheres, desde que, sejam beneficiados e fortaleça ainda mais a dominação masculina. Portanto, na dimensão cotidiana das mulheres nada de mudanças reais, só há uma leve sensação de que algo mudou virtualmente, como um refrescante Oasis em um deserto inóspito. Até que se abram os comerciais e elas sintam novamente a vontade de comprar o moderno lava-roupas ou o mais vermelho dos batons. Enquanto isso, nós feministas, trabalhamos até a próxima insurreição, pois não podemos imaginar que o produto da cabeça dos homens de mídia será mais forte que a contingência dos fatos opressores que se acumulam contra as mulheres. No momento achamos melhor que desligassemos a tv, ou então...


Texto: Ana Clara Marques, Patrícia Pinto e Patrick Monteiro
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7 comentários:

Beto disse...

amei esse texto. como comunicólogo eu estudei bem a fundo os meios de comunicação de massa e a forma como eles são usados para reproduzir (no sentido de manter, de garantir, de copiar) o sistema vigente. eu mesmo sou um filho das lutas da década de 70 e cheguei a conclusão que a Contracultura não resultou em uma mudança (Revolução?) porque as elites souberam como dispersar a contestação, oferecendo diversas causas para a escolha do povo. hoje as manifestações [e os programas montados em cima das idéias revolucionárias] são o que são: meros produtos que servem para reforçar o sistema vigente.

maças.podres disse...

Beto...
usamos a palavra "revolução" como uma ironia e citação a um famoso documentário. Outro fato para se ponderar sobre o tema é a tida "liberdade sexual da contracultura" foi muito fundamentada pela descoberta da pílula contraceptiva. Ou seja, uma imposição/estímulo do mercado da "saúde pública". Ao invés de ter nascido após uma insurreição total e completa do feminismo,apesar das batalhas feminstas sobre a posse do corpo na época terem grande importância para tal pesquisa. Entretanto, transformadora seria uma pílula oral que controla-se a fertilidade masculina e fosse usada espontaneamente pelos machos da espécie. Mas sabemos que as coisas não aconteceram desta maneira. O hippeismo, filho caçula da burguesia, cultua a inércia e a passividade como modo de expressão política. É, ontologicamente, um reacionário romantizado do "bom selvagem de Rousseau". Assim, concordamos com sua opinião sobre tais produtos de "mérdia"

Companheiras, Avante...

yumehayashi disse...

Esta propaganda contra o feminismo ou contra nossas pequenas conquistas,tem nome: BACKLASH.

Se não me engano,eu enviei o link do livro que trata deste assunto,que começou lá em meados da década de 80.E acoisa tem se tornadao cada vez mais absurda e descarada,bsat ver propagandas de Barbie para escutar algo como "o poder do rosa" ou "rosa é lindo",e junta com esta forçassão de barra de princesas Disney.Parece que os falocratas estão desesperados.

Ah,e os programas de humor? Tinham quye falar também dos programas "masculinos" para fazer comparação.Eqnuanto nós estamos tão preocupadas em manter relacionamento,manter a casa limpa e criar bem os filhos,eles estão lá mandando ver na nossa objetificação e nos fazendo de escárnio! Depois tem gente que ainda se pergunta porque relacionamentos hetero não dá certo....e eu me pergunto porque as mulheres são tão cegas para algo tão nítido....

yumehayashi disse...

ah,esqueci de perguntar...quando passa estas bostas aí na rede globo? Tirando "viver a vida" eu nunca vi nem chamada destes programas.Não são da GNT não? não deixa de ser globo,né?

maçãs.podres - bad apples disse...

Sim, estes programas horriveis são todos da globais. Passavam em horarios diferenciados e logo saíram do ar ou terminaram a primeira temporada. Como vc bem citou no livro da Susan Faludi - este ainda não lemos - o fenômeno do retrocesso das práticas e atuações feministas são racionalmente orquestrados pela grande Mídia. Toda "oposição" a tais programas "femininos" apenas confirmam a lógica dos mesmos, pois a coisificação das mulheres é o principal atrativo dos programas masculinos. E o pior é que as mulheres não são cegas, o que ocorre é que os olhos podem ser educados para observar apenas um ângulo, e este ângulo não favorece as mulheres.

Saudações Feministas!

yumehayashi disse...

E o pior é que as mulheres não são cegas, o que ocorre é que os olhos podem ser educados para observar apenas um ângulo, e este ângulo não favorece as mulheres.

Eu não entendi esta colocação....tipo,a grande maioria das mulheres sabe que esta objetificação as prejudicam? Eu creio que no inníci elas se sintam revoltadas,mas logo depois começam a encarar como "esperteza" ou coisa do tipo.A maioria das garotas cariocas por exemplo,se sentem elogiadas com a bundalização e se julgam superor ás demais,inclusive de outros Estados( debocham mesmo,principalemnte de paulistanas),que se rescusam a se denegrir.Num texto de vcs,foi colocada uma observação que ilustra bem: as garotas da laje.

Acho que nem preciso dizer como o feminismo é visto no RJ.....quanto mais a mulher se bundaliza,mais o feminismo perde a força e é motivo de chacotas violentas.Praticamente ele não existe no meu Estado e é muito difícil achar carioca que se interesse pelo mesmo.

maçãs.podres - bad apples disse...

As mulheres são educadas para verem os “ganhos miseráveis” que a bundalização pode trazer, a grande mídia não expõe os ângulos feministas sobre tal fato. Deste modo o olhar feminino é educado a partir do olhar dos homens que mostram pra elas o que é desejável pra eles. E enquadradas no padrão masculino do que deve ser uma mulher as mulheres acabam sendo direcionadas sem que percebam as conseqüências disso.
Como os “ganhos miseráveis” são individuais e vivemos num mundo individualista, as mulheres submissas da bundalização pouco se importam com as conseqüências que isso implica para as demais mulheres, ou seja, elas sentem o prejuízo mas acreditam que são seus “ganhos miseráveis” estão acima das grandes perdas que todas as mulheres sofrem.
Abraços