3 de out de 2009

Guerrilheiras Anônimas


Exército de Libertação Nacional

Mulheres em Formação

Exército de Libertação nacional do Irã. Essa organização atua no Irã, e foi criada na década de 60, e começou lutando contra as influências ocidentais em seu país. Mescla marxismo e islamismo e já foi o grupo armado mais ativo do Irã. Recentemente, seus alvos passaram a ser lideranças religiosas.
Os principais atentados: o grupo é acusado de ter matado militares dos EUA nos anos 70. Em 79, teria apoiado a tomada da embaixada norte-americana em Teerã. Em 92, conduziu ataques a embaixadas iranianas em 13 países. No ano passado reivindicou dezenas de ataques contra prédios governamentais e militares no Irã. O grupo tem milhares de militantes.
A foto é de mulheres do NLA no campo de treino de soldados femininos do Exército de Libertação Nacional (NLA do Irão). Elas estão em formação com AK-47S, situadas num campo de treinamento ao leste de Bagdá, Iraque. As mulheres representam quase metade dos NLA, o braço armado da Organização Mujahideen Khalq, um grupo dissidente iraniano.

DATA DA FOTOGRAFIA: 28 de abril de 1988/ LOCAL: East of Baghdad, Iraq/FOTÓGRAFO: Jacques Pavlovsky


Frente de Libertação Erítreia
Jovem Guerrilheira
História Politica Erítreia o mais recente país africano, a luta pela libertação frente ao Reino Unido após a Segunda Guerra é dominada nos anos 60 e 70 por uma guerilha conservadora e muçulmana chamada FLE (Frente pela Libertação da Eritreia) com o apoio de países árabes contra o monarca cristão e pró-Americano da Etiópia. Em 1974, a Etiópia passa por uma revolução comunista trocando o apoio dos Estados Unidos e do Ocidente pelo da União Soviética e do Oriente. Culmina também o conflito interno entre os grupos eritreus que preferem a guerrilha conservadora muçulmana da FLE por um lado e a nova guerilha marxista da FLPE (Frente pela Libertação do Povo Eritreu) pelo outro lado, que pretende unir todos os eritreus sem discriminação nem preferência.
A maior parte do apoio pelo último grupo vem dos cidadãos eritreus exiliados e termina vencendo a luta interna e levando o país à sua independência em 24 de Maio de 1991 (militarmente) recebendo reconhecimento internacional depois de um plebiscito pela ONU em 1993. Com a cooperação da FPLE, uma coligação de guerrilhas da Etiópia conseguem também derrotar o seu governo comunista e reconhecer a independência da Eritreia. Depois de 5 anos de paz entre Eritreia e Etiópia os dois países entram num novo conflito destrutivo que dura de 1998 até 2000, desta vez por razões fronteiriças. A Corte Permanente de Arbitragem na Haia determina de novo uma interpretação dos acordos muito detalhados e quase centenários datando da época colonial, sobre a fronteira, chegando a uma decisão em Abril de 2002 aceita pela Eritréia mas não aceita pela Etiópia. Portanto a ameaça de guerra ainda persiste e a fronteira é actualmente patrulhada pelas forças de manutenção da "paz" (ONU).
Fotógrafo: Patrick Chauvel /Data: abril de 1975 /Local: Eritrea, Etiópia

Um comentário:

tuxedosam disse...

o que eu mais gosto de ver no blog de vcs são as mulheres empunhando armas;é a total negação da "feminilidade tradicional" defendida por muitas feministas inclusive,que querem que conquistemos direitos com "doçura e compreensão pelos homens".Só me pergunto onde elas querem chegar com isso...