17 de mai de 2009

Dialética do sexo por Maçãs Podres

O que diferencia Maças Podres de Tomates Maduros?
Já olhou sua vagina hoje?
De modo nojento e constrangedor, algum desconhecido com certeza já olhou!
O olhar que temos de nós mesmas é quase tão porco quanto o olhar dos homens sobre nós. Por que sentimos repúdio de nossa buceta? Por que nos identificamos como coisas e não seres humanos? E qual é a relação entre repressão, corpo e desejo? Nós mulheres passeamos entre dois mundos: na balada, somos a Eva experimentando o poder de ficarmos amostra no grande banquete e indo “comprar pão”, somos Maria comprovando a vergonha de nossa falsa pureza. Será que nós já nos perguntamos o porque de tudo isso? Ou já achamos tão natural sermos vistas pelos homens e pela mídia como “uma grande buceta”? Por que quando identificamos a contradição destes dois opostos (os comportamentos de “Eva e Maria”), apesar do incomodo e intimidade, optamos pela comodidade da submissão camuflada? E por que, depois de constrangidas e provocadas, não temos reação? Ficamos estagnadas para receber olhares suados de baba e esperma? Como quebrar esta lógica de estupro e submissão? Enquanto isso... Devemos comecar a olhar para nós mesmas!

Texto: Ana Clara Marques e Patrick Monteiro

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