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11 de fev. de 2012

Diversidade Sexual e Feminismo

Maria – Iludida.
Em alguns momentos,...
nós paramos pra pensar o que devemos fazer a seguir: se iremos deixar tudo de lado, ou se iremos nos envolver. Eu escolhi a segunda opção, peguei as botas que ganhei de um amigo metaleiro; olhei-me uma ultima vez no espelho e nele, vi o que há muito tempo tinha reprimido – vi atitude.
“Por quanto tempo você acha que pode se esconder atrás de seus muros? Por quanto tempo, você acha que vai virar para o lado e tudo vai ser continuar funcionando?”
Minha mãe estava na cozinha, lavando a louça da janta, numa pia de metal, a qual ela mantinha reluzente como um lamina de aço, pronta pra próxima batalha; olhei a imagem do Senhor na parede da sala, era a mesma, olhos azuis, pele branca, e cara de coitado, com sangue para lavar nosso sofrimento; isso me lembrou um amigo, que certa vez disse: “vivemos para nos redimir de nosso pecado é a nossa peleja, porque do outro lado, existe a salvação”, na época, eu havia me enchido de esperança, isso explicava tudo até aquele momento, “se meus pais brigavam, é porque ainda não amavam um ao outro como a si mesmos, se existia violência, é porque o diabo estava atrás de cada estupro, de cada adultério, a fraqueza humana era o vicio do pecador, incentivado pelo chifrudo”. O tempo passou, com o tempo, comecei a duvidar, comecei a querer saber se existia prova da salvação, “quem voltou pra dizer alguma coisa do além, só ele, Cristo? Mas ele foi só um, por que podia ter tanta certeza?”. Com o tempo, as coisas mudaram, comecei a perceber que me sentia culpado todos os dias que acordava, que comia, que sentia vontade de carne, comecei a perceber que sentia-me culpado por tudo e comecei a desejar logo a salvação, mas aí percebi: “quanto mais queria a salvação, mas a morte me queria”. Então, decidir que não queria mais cultuar a morte, queria viver a vida enquanto vivo, “que me vale viver a vida como morto?”