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17 de ago. de 2012
ABORTO - você escolhe o final
29 de out. de 2011
Graffiti Interativo Feminista sobre Aborto e Direitos Reprodutivos das Mulheres
Dia 23 de outubro de 2011. Dia de fazer o graffiti interativo feminista. Chegamos na Rua da Várzea um pouco depois das 10h, mas a galera já estava por lá trabalhando. O pessoal do GRIF Maçãs Podres (Ana Clara Marques, Fernanda Sunega e Patrick Monteiro) já tinha pintado o poema e estava colando na parede o stêncil da palavra MATERNIDADE.
| Foto: Thamara Lage |
Elisa Gargiulo já estava a postos com sua câmara, filmando tudo. Valéria chegou em seguida no seu besouro branco vindo de Atibaia, trazendo sua energia e sorriso largo para nos fortalecer. Ela corria de um lado ao outro, como uma maratonista, agregando as pessoas, panfletando e pacientemente explicando a causa a cada pessoa que se dispunha a tentar saber um pouco mais do que acontecia.
7 de out. de 2011
Graffitagem Interativa e pesquisa IBOPE/CDD sobre o aborto
PESQUISA IBOPE/CDD
INDICA QUE A MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ACREDITA QUE
NENHUMA MULHER PODE SER OBRIGADA A SER MÃE
| Convite com nova data Desenho Ana Clara Marques Design Gráfico Patrick Monteiro |
O IBOPE entrevistou 2002 pessoas, em 140 municípios brasileiros, em novembro de 2010. Foram aplicadas três perguntas pelo IBOPE e os resultados mostram que a maioria (quase 70%) da população brasileira concorda que uma mulher possa interromper uma gravidez quando está em risco sua própria vida ou quando o feto não tem nenhuma chance de sobreviver após o nascimento. Quando a gravidez é decorrente de um estupro 52% dos/as entrevistados/as afirmam concordar com o direito de a mulher decidir interromper a gravidez e para 96% da população não é papel do governo prender as mulheres que realizam um aborto nessas condições, mas sim o de oferecer atendimento nos hospitais públicos.
Questionadas sobre quem deve decidir sobre a interrupção de uma gravidez não planejada, a maioria (61%) dos/as entrevistados/as afirma que deve ser a própria mulher. Apenas 5% da população pesquisada, em média, entendem que instituições sociais como: Igreja, o Congresso Nacional, o Poder judiciário e o/a Presidente da República têm direito a decidir sobre o direito de a mulher interromper uma gravidez. A população entrevistada que se declarou católica mostrou ter posição favorável ao direito de decidir das mulheres sobre a maternidade, mostrando divergência de pensamento em relação ao da instituição religiosa a que pertencem que reiteradamente tem se posicionado de forma contrária ao direito de decidir das mulheres.
18 de abr. de 2011
Animação explica causas e efeitos sociais do aborto
BRASIL - neste vídeo, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria - CFEMEA, mostra as caracteristicas socioeconômicas das milheres que praticam aborto clandestino e que estão sujeitas a complicações na saúde porque não há apoio da saúde pública e o aborto é criminalizado.
1 de fev. de 2011
STJ "revoga" a Lei Mª da Penha e outras politicas que prejudicam as mulheres
ENQUANTO O MINISTÉRIO DA SAÚDE EXIGE NOTIFICAÇÃO IMEDIATA DE CASOS DE VIOLÊNCIA
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2010, "mostram que 91% da população brasileira é a favorável que haja investigação criminal em casos de violência doméstica mesmo que a mulher não apresente ou que retire a queixa".
Em "consenso" com a "vox populis" foi publicado (26/01/11) pelo do Ministério da Saúde um documento (a Portaria n° 104 do Diário Oficial da União) que estabeleceu a nova Lista de Notificação Compulsória (LNC) para profissionais de saúde e ensino públicos, elencando a violência doméstica como um dos casos que devem ser obrigatoriamente notificados as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde.
STJ ALTERA LEI Mª DA PENHA
Em contrapartida, cinco dias após (31/01/11) “a 6ª turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que os processos referentes a Lei Maria da Penha poderão ser suspensos condicionalmente de dois a quatro anos, de acordo com o comportamento do réu e a possibilidade de reparação de danos causados à vítima. A decisão do STJ altera o entendimento anterior, que proibia a suspensão de processos mesmo quando a vítima da agressão assim o desejasse. Ou seja, a partir de agora, a Lei pode passar a ser ignorada em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher".
Explicações para o fato:
Explicações para o fato:
25 de jan. de 2011
DADOS ATUALIZADOS DE ESTUPRO e a VIOLÊNCIA POLÍTICA como arma antifeminista
Dois dados recentes comprovam ha quantas anda o antifeminismo no Brasil. Ambos apontam o quanto as mulheres se encontram em condições vulneráveis no que se refere a duas questões cruciais para o feminismo: os direitos sexuais/reprodutivos e a violência sexual.
Abaixo, disponibilizamos um gráfico da pesquisa do Datafolha (10/10) que comprova o retrocesso de aceitação popular, a níveis anteriores a 1993, referente um dos temas dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e, depois, os dados do relatório divulgado (01/11) pela Divisão Especializada em Atendimento à Mulher de Belém do Pará, com a média alarmante de 1 estupro por dia.
9 de jan. de 2011
O Feminismo Cristão e a proibição religiosa do aborto como manutenção da monogamia
INTRODUCÃO
Historicamente, o cristianismo só teve a interrupção da gravidez como um “pecado menor” quando economicamente a reprodução intensiva não possuía tanta importância dentro do modo de produção econômico. Será que seria função das escravas/trabalhadoras produzirem mais escravos/trabalhadores? Mas reduzir todo este complexo conjunto de proibições a questão econômica seria muito fácil, não duvidamos que esta constitua sua base original, porém não iremos negligenciar suas particularidades¹ de gênero. Se desejar se aprofundar sobre as funcionalidade da maternidade para o sistema economico capitalista click no link marxismo ou leia o texto da série "A ideologia das diferenças entre os sexos 3".
3 de jan. de 2011
A teologia dos Católicos contra o aborto
| Opus Dei |
Talvez, as mulheres, as feministas, e nós Maçãs Podres, nunca tenhamos nos perguntado “o porquê” da sociedade tolerar muito mais o abandono de uma criança do que a interrupção de uma gravidez inicial de um zigoto ou embrião. Algo contraditório? Quem sabe.
O fato é que nossa sociedade parece ter mais consideração sobre algo que ainda “nem existe (em termos existencialistas)” do que sobre a vida de mulheres e homens já vívidos de história e com relações sentimentais consolidadas.
Um exemplo é que, em 1983, a lei canônica estabeleceu que os dois únicos atos passíveis de excomunhão automática para a Igreja Católica são, o ataque violento ao corpo do Papa e o aborto. Em outras palavras, a sociedade poderá promover um holocausto ou cometer um genocídio contra uma etnia, pode estuprar uma legião de crianças recém-nascidas e matá-las, condenar seres humanos inocentes a cadeira-elétrica, porém se uma mulher interromper a gravidez de um zigoto ou embrião estará cometendo um crime/pecado muito mais grave que os demais.
Para respondermos os “motivos filosófico-teológicos” deste fato, será necessário retroceder na história que culmina na construção cultural desta sociedade em que estamos inseridas.
27 de dez. de 2010
O aborto para o Budismo, o Islamismo e o Judaísmo
Judaísmo
Para nossa surpresa, ao iniciarmos este estudo descobrimos que as regras gerais do judaísmo e, em parte, do islamismo são bem parecidas com as normas que legalmente permitem o aborto no Brasil.
O fato nos fez ter mais certezas, do que dúvidas, sobre como as diversas questões ideológicas do patriarcado influênciam no campo das políticas dos governos, nos paradigmas da ciências e interpretações da justiça, criando pontos comuns onde teoricamente só existem disparidades. Mas, voltando ao ponto,...
em linhas gerais, tanto entre os ortodoxos quanto entre conservadores e reformistas, se o embrião ou feto por em risco a saúde mental e física da mulher, a interrupção da gravidez é permitida. Sendo que entre os reformistas, o "bem-estar" da mulher também entra em consideração (condições sociais e psicológicas) na hora da aprovação. Mas qual a explicação para isso?
3 de dez. de 2010
O Projeto Bolsa Estupro - isso porque não podemos fazer aborto?
Em épocas primitivas, vivíamos livres de normatividade sexual. A (bi)sexualidade além gênero, o sexo oral e a masturbação se encontram representados em registros rupestres. Estudos antropológicos e históricos apontam também que o aborto era/é um comportamento comum aos povos primeiros. Mas quando foi que o aborto passou a ser uma grave condenação moral e quais são os interesses que motivaram esta mudança de comportamento?
4 de nov. de 2010
Se não se pode fazer aborto, o quê devemos fazer?
A greve do útero
As piadas só mascaram a seriedade do machismo por que são instrumentos de dispersão da realidade. Os insultos e as violências nada mais são do que mecanismos de adequação social e comportamental. Assim, a maioria das mulheres provavelmente jamais ponderou sobre o óbvio: o que esta em disputa não é a luta pela conquista da consciência masculina ou dos direitos institucionais (lutas fundamentais, porém complementares e pontuais, dentro de cada época histórica), mas é sim a luta pela propriedade e uso de seu útero/corpo.
A história da humanidade se desenvolveu através da luta de classes (senhores feudais contra servos, escravos contra senhores de engenho, nobres contra burgueses). Fosse pela sua liberdade e pela autonomia intelectual, foi o controle das riquezas produzidas, que possibilitam a liberdade e da autonomia, a questão determinante dos grandes conflitos humanos.
Quem domina as condições econômicas, acaba por ter a propriedade sobre o seu corpo e, por extensão, do corpo alheio. O que aumenta a restrição da liberdade intelectual coletiva e individual de qualquer sociedade.
7 de out. de 2010
Dilma é Pró-vida (das mulheres) ou Pró-Aborto?
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| Carta de Dilma para os Cristãos |
É engraçado observar como os conservadores combatem o conservadorismo: o PT criou a imagem da "Mãe Dilma" e "os partidos de Direita" se fundamentam na religiosidade para criarem argumentos contra Dilma. "Mãe é aquela que pariu, mas se Dilma é favorável ao aborto, logo não é mãe", pensaram os partidários do "PSDbeus ".
Como as Maçãs Podres não possuem pudores relisiosos, vamos pegar uma onda na moral conservadora e argumentar com ela só pra mostrar sua contradição.
17 de set. de 2009
A Violência do Aborto
Toda Insurreição inicia-se clandestina. Não precisamos pedir para sermos livres, pararmos uma fábrica, manifestarmos nosso ódio contra as INJUSTIÇAS cometidas ao corpo. Devemos ocupar como farmácias e hospitais. Não pediremos licença para fazer greves ou realizar abortos. É Obrigação dos Movimentos de Libertação A criação de redes que realizem abortos com segurança, sem que mesmo uma permissão do Estado. Machismo é sinônimo de capitalismo. Desobedecer voz é dar, armas e poder ao povo. Façamos uma insurreição!
Este vídeo é uma produção nascida a partir do livro Dialética do Sexo eo texto foi produzido para o Jornal do Liga Estratégia Revolucionária.
24 de mai. de 2009
LEGALIZAÇÃO do aborto?
O texto abaixo é uma produção baseada no Livro Dialética do Sexo, em seu capitulo “Feminismo Americano” e fundamenta nossos posicionamentos frente a atual condição das mulheres.
“Os homens daquela época compreenderam imediatamente a verdadeira natureza do movimento feminista, reconhecendo nele uma séria ameaça ao seu poder publico e desavergonhado sobre a mulher. Eles podem ter sido forçados a subornar o movimento das mulheres com reformas de superfície que as confundissem.” (Shulamith Firestone) Qual o equivoco do movimento feminista em relação a sua atuação?
Após a revolução Industrial não existiam mais motivos para que a divisão do trabalho fosse determinada pela ideologia da diferença entre os sexos. Eis o perigo para a ordem estabelecida!
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