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9 de jan. de 2011

O Feminismo Cristão e a proibição religiosa do aborto como manutenção da monogamia

 INTRODUCÃO
Historicamente, o cristianismo só teve a interrupção da gravidez como um “pecado menor” quando economicamente a reprodução intensiva não possuía tanta importância dentro do modo de produção econômico. Será que seria função das escravas/trabalhadoras produzirem mais escravos/trabalhadores? Mas reduzir todo este complexo conjunto de proibições a questão econômica seria muito fácil, não duvidamos que esta constitua sua base original, porém não iremos negligenciar suas particularidades¹ de gênero. Se desejar se aprofundar sobre as funcionalidade da maternidade para o sistema economico capitalista click no link marxismo ou leia o texto da série "A ideologia das diferenças entre os sexos 3".

3 de jan. de 2011

A teologia dos Católicos contra o aborto

Opus Dei
Talvez, as mulheres, as feministas, e nós Maçãs Podres, nunca tenhamos nos perguntado “o porquê” da sociedade tolerar muito mais o abandono de uma criança do que a interrupção de uma gravidez inicial de um zigoto ou embrião. Algo contraditório? Quem sabe.
O fato é que nossa sociedade parece ter mais consideração sobre algo que ainda “nem existe (em termos existencialistas)” do que sobre a vida de mulheres e homens já vívidos de história e com relações sentimentais consolidadas.
Um exemplo é que, em 1983, a lei canônica estabeleceu que os dois únicos atos passíveis de excomunhão automática para a Igreja Católica são, o ataque violento ao corpo do Papa e o aborto. Em outras palavras, a sociedade poderá promover um holocausto ou cometer um genocídio contra uma etnia, pode estuprar uma legião de crianças recém-nascidas e matá-las, condenar seres humanos inocentes a cadeira-elétrica, porém se uma mulher interromper a gravidez de um zigoto ou embrião estará cometendo um crime/pecado muito mais grave que os demais.
Para respondermos os “motivos filosófico-teológicos” deste fato, será necessário retroceder na história que culmina na construção cultural desta sociedade em que estamos inseridas.

27 de dez. de 2010

O aborto para o Budismo, o Islamismo e o Judaísmo

Judaísmo
Para nossa surpresa, ao iniciarmos este estudo descobrimos que as regras gerais do judaísmo e, em parte, do islamismo são bem parecidas com as normas que legalmente permitem o aborto no Brasil. 
O fato nos fez ter mais certezas, do que dúvidas, sobre como as diversas questões ideológicas do patriarcado influênciam no campo das políticas dos governos, nos paradigmas da ciências e interpretações da justiça, criando pontos comuns onde teoricamente só existem disparidades. Mas, voltando ao ponto,...
 em linhas gerais, tanto entre os ortodoxos quanto entre conservadores e reformistas, se o embrião ou feto por em risco a saúde mental e física da mulher, a interrupção da gravidez é permitida. Sendo que entre os reformistas, o "bem-estar" da mulher também entra em consideração (condições sociais e psicológicas) na hora da aprovação. Mas qual a explicação para isso?

21 de dez. de 2010

Breve introdução para um estudo religioso do aborto

O texto abaixo foi produzido por Beto Quintas, do blog Racunhos de um Pagão - leitor antigo do blog Maçãs Podres - e servirá de introdução para um estudo que publicaremos sobre religiões e a questão do aborto. Por direito, ele expressa suas opiniões e luta , que não podem ser "ipsi literis" iguias as nossas, por sermos um grupo feminista ateu, porém, sua colaboração,  é de grande valia.  

A Mulher e as Religiões

http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Gaia
"Dentro do tema do meu blog, as religiões e culturas dos povos da Antiguidade, a dita civilização clássica foi a principal fonte da misoginia que se alastrou pela Idade Média, pelas vias da doutrina da Igreja.
Felizmente, nem todos os povos antigos foram assim. Os Etruscos forma conhecidos não apenas pelo estado de urbanização e cultura avançada, mas pela igualdade de gênero. Entre os Bretões [e povos Celtas em geral] a mulher assumia cargos de importância social como rainhas, sacerdotisas e guerreiras. Ao contrário das civilizações clássicas [Gregos e Romanos] as Deusas eram tão senão mais adoradas que os Deuses. Os mitos demonstram uma equivalência de poder e força entre Deuses e Deusas.

7 de jan. de 2009

O Evangelho da Eva Feminista

Segundo as Maçãs Podres

Se no famoso conto de fadas chamado de velho testamento, a maçã oferecida a Eva fosse uma MAÇÃ PODRE, como seria tal história?
1-Se Eva fosse uma cinderela descalça ou uma princesinha submissa preocupada com a cor de seus lindos olhos e cabelos e cega pela beleza das aparências, jamais teria saciado seu desejo de comer um fruto proibido. Assim, estariamos todos vivendo no paraíso?
2-Se Eva fosse uma feminista, comeria cada pedaço amargo da MAÇÃ PODRE e, ao ser acusada por Deus de ser pecadora, ela teria dito que ele é um porco sexista que não mandava em seu corpo e nem em suas vontades. Teria abortado todos os "666" filhos que teve com Adão e matado a imagem do seu opressor Deus.
Moral da história:
Como a porra do paraíso nunca existiu e a sagrada bíblia é um livro para iludir as pessoas. Como o arquétipo de Eva é o de uma "barbie semi-nua e iludida por belezas superficiais", ela teria sido acusada de outra coisa qualquer e, novamente, carregaria a culpa pelas desgraças do mundo. Ou seja, a bíbliazinha teria tido o mesmo "final feliz" que os homens tanto sonham: "a ideia de terem como esposa uma mulher passiva da qual são superiores". Mas como somos MAÇÃS PODRES, não acreditamos em estórias da carochinha. Oferecemos a todas as mulheres - em forma de vídeo - uma suculenta MAÇÃ PODRE para que mordam e provem o sabor da vida real. Pois provar de uma MAÇÃ PODRE é o primeiro passo para ter o controle sobre as suas próprias vidas no caminho que leva a emancipação!

Texto e Vídeo: Patrick Monteiro

5 de jan. de 2009

OS ESTEREÓTIPOS CRISTÃOS DA SANTA E DA PUTA

A "SANTA" E A "PUTA"

Em qualquer sociedade machista de moral dupla, os arquétipos femininos de "santa-puta" só são permitidos de se complementarem em uma só mulher, se esta mesma mulher pertencer a um mesmo homem, quem nunca ouviu: "santa na rua, puta na cama". Puta dele. É por tal motivo que é comum que se uma mulher assume o arquétipo da "santa" ela acaba por recriminar qualquer outra mulher que exercite um comportamento libertário e sexual. O arquétipo da "santa mamãezinha" é atrelado a visão machista de que a mulher é "boa-moça, honesta e bem comportada", ou seja, uma mulher assexuada e passiva, obediente ao seu namorado/marido, pai ou filho. Seguir o arquétipo da "puta" seria libertador se não afirma-se a lógica de uma sociedade patriarcal, pois a sexualidade é uma libertação do corpo, mas a nossa "liberdade sexual" incluída dentro deste padrão, tem a função de aumentar o mercado de consumo sexual masculino. Eis a faca de dois gumes: de um modo ou de outro podemos nos tornar objeto do consumo masculino: se "santas" somos consideradas um "bem de consumo durável", se "putas" somos vistas como um "bem de consumo descartável". A única saida é uma atuação política e existencial capaz de questionar estes valores e redimensiona-los para os interesses feministas. Mas qual é o intuito da mídia em reafrimar os arquetipos além de desunir as mulheres?

3 de jan. de 2009

OS ESTEREÓTIPOS FEMININOS CRISTÃOS


A DICOTOMIA CRISTÃ
Os estereótipos comportamentais femininos possuem uma moral antagônica e rival. Na condição marginal em que as mulheres se encontram dentro de nossa sociedade, os arquétipos de “Santa/Puta” criam uma rivalidade comportamental não-natural entre as mulheres, fazendo com que elas não se identifiquem como classe sexual.
Estes estereótipos de “Santa/Puta” são difundidos pela mídia que possui uma visão extremamente forte dos valores masculinos e cristãos, e são usados como instrumento de controle e manipulação tanto dos homens como de “todas” as mulheres.
Não percebendo que não existiria tal competição sem o estímulo dos próprios homens, com o objetivo de desviarem a nossa atenção de seus verdadeiros opressores, as mulheres acabam aliando-se ao poder masculino em oposição à solidariedade que deveriam ter umas com as outras (tipo: esposa x amante). Mas quem lucra com isso? Não é preciso responder.
Negar tal situação poderia indicar a inexistência da opressão ou superação individual desta barreira. É por tal motivo que dentro de uma sociedade machista o maior elogio para uma mulher é associá-la a características falsamente ditas como sendo masculinas, por exemplo: “forte, responsável, competitiva, racional”...