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28 de abr. de 2011

A Ciência Sexual ou a Sexualidade Feminista?

No primeiro texto deste estudo identificamos que a sexualidade é o modo com o qual cada pessoa expressa sua identidade, se comporta, se compreendem e atua dentro do mundo e chegamos a conclusão que todo ambiente é sexualizado, pois é produto de todos os conflitos e contradições existentes numa cultura, expressando assim, tanto nos aspectos históricos quanto nas práticas econômicas e políticas, os reflexos do controle institucional do patriarcal sobre a vida humana.
Quando se pensa em uma educação sexual feminista é fundamental compreender que será preciso, antes mesmo de “falar de sexo”, colocar em cheque toda a nossa cultura.
Numa perspectiva libertária isso significa dizer que ao questionarmos o desenvolvimento histórico humano abrimos caminhos para que se explorem novas possibilidades de interpretação do mundo e o modo que as pessoas atuam e atuaram nele. Em uma análise, mais reduzida e específica, por exemplo, através de uma educação sexual feminista é possível questionar todas as expressões de agressividade (humilhação e auto afirmação) que hoje se popularizaram com o nome de “Bullying”, como também do que se convencionou ser "masculino ou feminino".
imagem1
TESTE DE EDUCAÇÃO SEXUAL FEMINISTA
Dentro da perspectiva levantada acima, vamos fundamentar este segundo texto num aspecto que interessa diretamente a educador@s, sem que isso exclua qualquer outra pessoa que não o seja, o questionamento da chamada “Scientia Sexualis”.
Ao lado as maçãs podres terão a disposição seis vídeos que exemplificaram, como antítese, exatamente a critica que será feita no texto.
A Scientia Sexualis em oposição à Educação Sexual Feminista
(Antes de iniciar a leitura desta parte propomos que as maçãs podres façam um teste na foto acima [imagem1] se baseado nas conclusões do primeiro vídeo da Discovery Channel.).

31 de mar. de 2011

Sexualidade e educação sexual feminista

Spencer Tunick
Nas próximas postagens do blog MAÇÃS PODRES, estaremos publicando um estudo em que o tema central será “sexualidade e educação sexual feminista”.
O nosso objetivo é retomar alguns destes temas dos campos acadêmicos e ajudar a reintroduzi-lo na militância de modo que se estimule a atuação de feministas, educadores e intelectuais orgânicos em espaços fora do movimento de mulheres, num nível ideológico diferente do que vem sendo aplicado pela “pedagogia liberal”.
Neste sentido, nosso texto se inicia com as bases fundamentais de qualquer educação sexual: explicando as diferenças conceituais que definem o que é “sexo” e o que é “sexualidade”.
Debruçaremo-nos, portanto, sobre afirmação básica de que “todo ambiente social é um espaço sexualizado, contendo assim, todos os conflitos existentes dentro das relações de gênero”, a fim de responder quais são os motivos que levam a necessidade de uma educação sexual feminista para a construção das condições objetivas por nós almejadas.

Sexo ou sexualidade?
“A sexualidade faz parte de nossa conduta.
Ela faz parte da liberdade em nosso usufruto deste mundo”.
(Michel Foucault)

Em grosso modo, quando se fala em sexo, as pessoas se referem às definições genitais (sexo masculino e feminino) ou as diversas práticas do ato sexual, sejam elas para fins de prazer ou reprodutivos. Entretanto, quando usamos o termo sexualidade, queremos nos referir a um conjunto de comportamentos e significados influenciados pelo ambiente sócio-cultural, político, econômico e religioso que atuam e influenciam nas “preferências, predisposições, experiências, experimentações e descobertas sexuais das pessoas durante sua existência”.