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12 de mai. de 2013

REVISTA PRIMEIRA MÃO ENTREVISTA MAÇAS PODRES.

O Maças Podres, entende a militância como prática político-ideologica teórica e prática. Por isso, acredita-se por um lado que, na medida em que vocês, leitores, nos auxiliam com a divulgação, estendemos os ideais feministas e humanistas mais um passo a frente. 
Foi nesse intento que, no mês de maio 2013, mebros do grupo concederam uma entrevista a estud
antes da UFES sobre masculinidades e seus efeitos prejudiciais aos gêneros, não somente à mulheres. A matéria foi publicada na revista Primeira Mão de maio/13 (seção: Coisa de homem). 

4 de mai. de 2011

O que é ser homem no mundo cristão?

(O texto abaixo foi enviado pelo jovem escritor pernambucano (e pai de três meninas) Gabriel Brito e mesmo que suas opiniões expressem discordâncias ou não sejam ipsis verbis a ideologia da GRIF Maçãs Podres, acreditamos em seu direito de expressá-la e decidimos publicá-lo como um importante documento paterno que ousa abertamente questionar a masculinidade estabelecida e sua tentativa de superação da condição machista.  O texto servirá de breve introdução sobre uma publicação posterior sobre homofobia no Brasil)
Javé - o Pai:
O que é ser homem?
Nascemos numa sociedade masculinizante; quando crianças, nossos pais se preocupam intensamente com a delicada questão, quando não sabem o nosso sexo, pois ainda estamos no útero de nossa mãe – que cor usar nos “mijãozinhos”, rosa, ou azul; droga, espero que dê pra saber o sexo na próxima ultrassom, porque se não, o bebê ficará sem roupas!
Se for homem, vai ser azul; vai jogar futebol, etc.; se for menina, vai ser a cor rosa, vai brincar de “Barbie”, e vai ajudar a mãe na casa, etc., De um lado o macho, do outro a fêmea.
O padre fala no casamento, “que a mulher seja submissa ao homem”; quando João chega em casa, a sua mãe, Dona Cruz, briga com a nora, Maria, para ver quem serve a janta primeiro.
Antônio vai ao trabalho todos os dias e odeia sofrer chacota por que usa camisa babyluck, dizem que é coisa de gay. Ele está tendo um caso com Wanessa, recepcionista; mas no domingo ele vai a missa e agradece a Deus, por sua família e por sua esposa fiel – amém.
Então ser homem significa ser hipócrita e reger a família, como aquele que sustenta a família e é chefe, aquém seus filhos dizem "sim senhor"?
Ser homem significa não ser homossexual e também ser mais forte que os outros machos?
Ser homem significa preservar os valores morais e tradicionalistas da sociedade: cada ideologia criada pela classe dominante; é perpetuar o statos quo e preservar as segregações sociais. É marginalizar tudo que não é tradicional. Ser homem é ser ferramenta da classe dominante para a preservação das falsidade sociais.

14 de abr. de 2011

A Tragédia de Realengo, uma séria desconstrução da novelização da mídia

 (vídeo de Wellington para as autoridades educacionais no final)
Marc Lepine, autor do assassinato de 14 Mulheres
que originou a Campanha doLaço Branco
Em 06/12/1989 Marc Lepine, de 25 anos, invadiu uma Escola Politécnica de Montreal, mandou todos os homens (48 aproximadamente) se abaixarem, e gritando “vocês são todas feministas?!” assassinou 14 mulheres, se suicidando logo após.
A justificativa deixada em carta dizia que “ele não suportava ver mulheres estudando num curso masculino”.
O fato antecedeu em 10 anos os acontecimentos de Mateus da Costa Meira, chamado de “baiano” pelos colegas de faculdade, metralhar pessoas no shopping Morumbi (03/11/1999), durante uma sessão de "Clube da Luta".
Mesmo tempo dos também “bullyngnados”, por atletas do centro acadêmico, Harris e Klebold que metralharem os estudantes de Columbine (20/04/1999). 

7 de ago. de 2010

A relação entre a dependência emocional masculina, Cavalheirismo e a Violência Doméstica

Nós Maçãs Podres destacamos duas questões sobre MASCULINIDADE

1º - O vampirismo emocional masculino

Os dados da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres apontam uma forte dependência afetiva masculina frente às mulheres, pois 14,7% das que prestaram queixa se deu contra os ex-namorados ou ex-companheiros.
Além do óbvio sentimento de propriedade sobre o corpo feminino, existe ainda “o vampirismo emocional” masculino. Produto cultural de uma sociedade fragmentada, os homens crescem necessitando que as mulheres sirvam de base para a manutenção de seus projetos de vida. Socialmente construídos como gladiador em constantes batalhas, os homens são iludidos a acreditar irão encontrar compreensão passiva no seio de “suas mulheres” e que estas deveriam expressar e projetar para toda a sociedade, a força de sua masculinidade.

16 de ago. de 2009

MATERNIDADE, PATERNIDADE E FEMINISMO

EU, NEGRO, POBRE, FEMINISTA, 32 ANOS E FILHO DE MÃE SOLTEIRA, DECLARO ILEGITIMO QUALQUER RECONHECIMENTO DE AUTORIDADE MASCULINA SOBRE MINHA PESSOA E, COMO HUMANO, REVOGO QUALQUER TENTATIVA DE ESTABELECER A PROPRIEDADE SOBRE O PRODUTO DO VENTRE DA MULHER QUE ME GEROU.

Escrevo isso já que na segunda-feira 18 de julho de 2009, tornou-se norma jurídica a seguinte doutrina: “a recusa do homem que foi declarado como suposto pai de uma criança a submeter-se ao exame de DNA induz presunção (júris tantum) de sua paternidade”. Em outras palavras, o suposto pai que se negar insistentemente a fazer o teste de DNA terá declarada a paternidade.
(Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça)
Para facilitar a compreensão deste ato, vamos a uma comparação rudimentar: imaginem um homem que descubra ser dono de uma propriedade que desconhecia ou rejeitava, apesar do ônus de ter que pagar os impostos atrasados e a garantir sua “manutenção”, ao ser obrigado a registrá-lo, o até então “homem” não passaria a ter seu poder de proprietário legitimado sobre a pretensa posse? Mesmo que seja contra a sua vontade?

30 de jul. de 2009

CORDIALIDADE MASCULINA: AS GRADES DE FLORES

Eis que vivemos um retrocesso na luta pela emancipação. Simone de Beauvoir aponta que uma das barreiras na luta pela emancipação humana foi que parte das reivindicações do movimento feminista se baseou em queixas, o que levou a perda do foco da luta. Reivindicações baseadas em lamentações tornam-se um fenômeno secundário, de pouca importância, que muitas vezes até representa alguma atitude por parte da sociedade, mais de fato não a modifica. È fácil algumas feministas se ludibriarem com alguns “avanços” no decorrer da história. Principalmente porque mulheres, inclusive algumas feministas, muito se orgulham do “novo” homem (o homem cordial), simplesmente porque ainda não se libertaram do sonho de encontrar o príncipe encantado.
A história nos mostra que no período medieval a função dos homens nobres era o combate e as guerras. Assim nasce a Cavalaria. Sem nenhum intuito de proteção dos mais fracos e sem nenhuma piedade para com os pobres. As mulheres eram tratadas de forma brutal, eram servas de seus maridos e nada tinha em troca da submissão senão violência.

29 de jan. de 2009

MASCULINIDADE - As brincadeiras infantis masculinas

“...O fundo do poço é só o começo...”
Vejo o abismo...
As insustentáveis correntes que nos prendem ao machismo tanto podem limitar os movimentos como também tem o poder de prender os pés de um homem ao pico sólido de um penhasco. Neste sentido, por mais que um dia todos os homens tenham desejado, no mínimo, saltar do alto da torre que os isola da humanidade, as correntes o impedem de um mergulho profundo no abismo que separa o homem do ser humano. Presas aos pés, as correntes evitam a queda irreversível que o levaria inevitavelmente de encontro ao chão. É preciso ter muito mais que coragem para jogar-se do ápice de um precipício e não vislumbrar a possibilidade de retorno.
Não se enganem “o mito da rivalidade feminina” tem como contraponto “a realidade da competitividade masculina”, estimulada desde nossa tenra infância, nas nada inocentes brincadeiras infantis.

25 de jan. de 2009

MASCULINIDADE - A ILUSÃO DOS "FORTES"

“...o homem constrói suas prisões e com o tempo acaba perdendo as chaves...”

Dentre os delitos que cometi nestes trinta e dois anos de existência a que estive condenado, o principal crime do qual fui cúmplice e também culpado, foi o de ter sido posto no mundo como homem. E exercido este privilégio. Não lembro quando comecei a preparar o cimento da virilidade, assentar sobre a já existente e sólida base, os tijolos do machismo, subir devagar as paredes da opressão, instalar no concreto armado as grades da “insensibilidade” ou quando perdi as chaves, no momento que me trancava dentro do presídio chamado masculinidade. Nem sei exatamente se as deixei cair ou se as joguei para fora do calabouço. Embriagado e turvo com a ilusão vaidosa de ser "o FORTE rei do castelo chamado mundo"!