Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens

2 de jul. de 2012

FEMINISMO E PROSTITUIÇÃO EM TEMPOS DE CRACK


Fundamentalmente existem temas muito caros, e basicamente, o feminismo que conhecemos estabelece uma forte relação como o modo de produção capitalista, pois quase sempre “o feminismo” é a voz das “excluídas do trabalho”, a voz das mulheres que “buscaram as ruas”, que a duras penas “conseguiram” gritar, mas que, de um modo ou de outro, sem grau de valor aqui, estavam dentro de uma faixa mínima de consumo, que possuíam o mínimo de condições econômicas para gritar, o que não é o caso de todas as mulheres. Para dar conta disso e construir um calidoscópio empírico de como é a condição destas mulheres que, de tão invisíveis, são tão marginalizadas, não se encontrarem presentes nem mesmo na memória combativa do feminismo atual brasileiro, nos últimos meses, circulamos de carro pelas ruas que compõem algumas das “cracolândias” da Grande São Paulo, em busca abrir um registro sério sobre este tema. Algo diferente dos outros textos existentes na blogosfera feminista, que aqui não fale da "epidemia de Crack", que nada mais é do que um “outro” consumo de cocaína, tanto em seu aspecto comercial de venda quanto de ingestão no corpo, mas que represente a questão das mulheres em situação de rua, mais especificamente, as dependentes de crack, levantando a bola para a nossa responsabilidade feminista perante elas.
(
Inclusive, infelizmente, mas por motivos óbvios, sem podermos identificar nenhuma das usuárias que se dispuseram a conversar, por própria vontade e proteção das mesmas)

25 de fev. de 2012

Os homens que não amam as mulheres – O estupro coletivo de Queimadas

Michele e Isabela, assassinadas
no estupro coletivo em Queimadas.
Era 12 de fevereiro, na pequena cidade de Queimadas, Campina Grande PB, uma festinha de aniversário ocorria. Lá as mulheres eram vendadas e amarradas para serem violentadas sexualmente e depois mortas, como se fossem velas que são apagadas na hora de cortar o bolo e dar os parabéns. O mais bárbaro e mais horrível é saber que todos os homens, inclusive o dono da festa, sabiam do acontecimento que terminaria na morte de Michele e Isabela. Mas como veremos este não é um fato isolado, não é algo que acontece no interior das cidades grandes e nem somente no Brasil, não esta restrito a uma ação de psicopatas, criminosos ou traficantes, mas em todas as classes sociais e idades, por ser fruto da mentalidade masculina sobre o sexo.

O ponto de vista masculino sobre o assunto

Certa vez escrevemos que os homens são cúmplices de um mesmo crime. Isso nos parece ter mais significado ainda após analisamos o caso de Estupro Coletivo em Queimadas. Para nossa sorte dentro do nosso grupo existem homens capazes de fazer uma reflexão sobre a sexualidade masculina, com a honestidade necessária a ótica feminista. Em primeiro lugar, o questionamos por que na cabeça dos homens barbaridades com está ocorrem? E a resposta foi:
Cena do filme: American Pie 6
O sonho da orgia ou do `bundalelé’ é um sentimento comum na vida da grande maioria dos homens. Praticamente em todo grupo de rapazes, houve ao menos um momento que estes imaginaram planejar uma `festinha’, com o objetivo de embriagar mulheres, para que ‘todos’ façam `sexo’. Histórias de ‘orgias’ são contadas por homens mais velhos como uma consagração de sua superioridade frente aos adolescentes, quase como um ritual de passagem para a vida adulta. Ao planejarmos esta coisas, nós homens criamos um `sentimento’ de identificação uns com os outros, igual aos filmes de comédia que passam até na sessão da tarde.”
Em segundo lugar, perguntamos de que modo os homens pensam nas mulheres ao imaginarem “festas” como estas, em que nós mulheres seremos enganadas para a obtenção de “sexo coletivo sem consentimento”? E a resposta foi:

22 de ago. de 2011

Destruindo o argumento machista de que as feministas odeiam os homens

Sempre que mulheres e homens ignoram as correntes feministas (seu desenvolvimento histórico de luta e de análises sócio-filosóficas) querem finalizar uma conversa ou deslegitimar uma argumentação sobre as opressões de gênero e a necessidade da luta, é comum que se fundamentem nos seguintes truísmos:

“mas as mulheres também são machistas”, “mas o feminismo é um machismo ao contrário” ou “não aprovo nem o machismo e nem o feminismo, pois as feministas também odeiam os homens”.
Já publicamos aqui textos que ajudam as feministas a responderem estas questões (5 Técnicas de discurso para fortalecer a luta feminista) ou simplesmente identificarem que muitas destas pessoas nem querem ouvir nossas colocações apenas querem inviabilizar os debates (O MACHISMO FEMININO). Hoje publicaremos um texto que explica os motivos porque não se pode afirmar que o feminismo é “o simples ódio aos homens”.

7 de jul. de 2011

Carta aberta de repúdio ao machismo e à violência contra mulheres

As mulheres e os homens integrantes do Fórum da Juventude Negra do Espírito Santo manifestam publicamente seu repúdio às atitudes machistas e violentas praticadas por um de seus membros contra uma de nossas companheiras, Karina de Moura Oliveira.
Manifestamos ainda nosso apoio às posturas da companheira que, além da denúncia política, fez todas as denúncias criminais cabíveis ao caso – violência física, moral e psicológica que se enquadra na Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).
Considerando o direito de ser ouvido de todo e qualquer acusado, abrimos espaço no Fórum para que o companheiro pudesse responder às acusações, bem como fazer suas colocações a cerca do fato. Em reunião, ocorrida no dia 5 de fevereiro, o companheiro confirmou todo o relato da vítima e se comprometeu a assumir as responsabilidades de seus atos nos processos criminais. A questão foi debatida e o Coletivo de Mulheres Aqualtune apresentou as propostas de encaminhamento, que foram: a) Ele fica suspenso de falar publicamente em nome do Fórum por compreendermos que é uma incoerência para o Fejunes, visto que lutamos contra todo e qualquer tipo de violência e não podemos permitir que um agressor fale em nosso nome sobre respeito aos direitos humanos e demais bandeiras que defendemos; b) Uma comissão do Fejunes fica responsável por acompanhar o tratamento psicoterapêutico que ele se comprometeu a fazer, a fim de contribuir no processo de superação de suas limitações machistas, práticas agressivas e contradições internas; c) O Fejunes inclui em seu planejamento de 2011 uma formação política cujo tema será “Violência contra a mulher”, na perspectiva de aprofundarmos nossa compreensão sobre o tema e sensibilizar os fejunianos para a pauta, a fim de que determinados equívocos, tanto teóricos quanto práticos, possam ser superados individual e coletivamente; d) O Coletivo de Mulheres Aqualtune fica responsável por rediscutir o tema em seus encontros ordinários, no sentido de fortalecer as participantes deste coletivo para que cada uma delas tenha condições de perceber a agressão, por mais sutil que ela possa parecer, com o intuito de não tolerar nenhum tipo de violência.

24 de mar. de 2011

Revista Nature divulga pesquisas sobre anticoncepcionais masculinos e a produção artificial de espermatozoides

A revista Nature divulgou notícias de estudos que muito interessam para militantes e teóricas feministas: a descoberta da possibilidade de criação de anticoncepcionais masculinos e a reprodução artificial de espermatozoides.
Os estudos independentes realizados pela Universidade da Califórnia e pelo Centro Europeu de Pesquisa e Estudos avaliaram que existe nos espermatozoides um mecanismo molecular que possui a capacidade de detectar e ser guiado pelo hormônio feminino da progesterona e seria este o fator que possibilitaria a chegada das células reprodutivas masculinas até o óvulo. Assim, poderia então ser criado um medicamento capaz de inibir este mecanismo, ou seja, um anticoncepcional masculino.
Há décadas pesquisas tentavam em vão construir material reprodutivo masculino, porém cientistas japoneses relatam terem desenvolvido uma técnica capaz de reproduzir os passos moleculares que dão origem a produção de espermatozoides.
Anteriormente, as dificuldades mais frequentes ocorriam na “divisão celular” conhecida como meiose. Todavia, cientistas da Yokohama City University, descobriram que “a chave para a obtenção de espermatozoides através da meiose, estava em uma simples mudança de condições de cultura padrão”. E o mais surpreendente é que os espermatozoides que possibilitaram tal façanha são de ratos.
Com fragmentos de tecido de testículos de rato neonatal, ainda inferteis, a equipe o desenvolveu o esperma usando uma “proteína fluorescente” para marcar as células que sofriam a meiose. Inicialmente, colocando fragmentos em um gel e embebido em soro fetal bovino.

21 de mar. de 2011

Machismo, Femismo ou Feminismo - a campanha "Associação das Mulheres Evoluidas"

Na semana recebemos o seguinte comentário no texto “O mito do Femismo”:
Como já sabem as antigas leitoras Maçãs Podres, há algum tempo nós não publicamos mais comentários anônimos e nem de qualquer leitora/o que não possa ser minimamente identificável. Este foi o caso do comentário do “Danilo Oliveira”, que mesmo não sendo "anônimo", tem seu perfil restrito, não podendo ser acessado abertamente por qualquer usuário da net.
Após uma pesquisa dentro da plataforma Blogspot, descobrimos um homônimo que frequentemente escreve num dos mais misóginos, sexistas e machista blogs do Brasil. Basta a maçã podre, que quiser, pesquisar no Google: Danilo Oliveira Alita blogspot e facilmente encontrará o site e os comentários do homônimo a que nos referimos.Mas, se ele é ou não o mesmo leitor não nos interessa, pois não pretendemos cometer injustiças ou alimentar reacionarismos machistas ou de antifeministas.
Entretanto, no decorrer da semana, o texto comentado voltou a entrar entre os 10 mais lidos, o que pode representar um reflexo dos mesmos motivos que levaram o Danilo a argumentar sobre a existência do “femismo”.
Por esta segunda razão, decidimos publicar este “post resposta”, aprofundando  a retórica levantada por ele e oferecendo dados que confirmem a tese de que o femismo é uma falsificação reacionária, criada por machistas, em contra ofensiva aos ideais e avanços do movimento de mulheres.

16 de mar. de 2011

A Declaração dos Direitos das Mulheres e das Cidadãs e Concepção de Liberdade no Patriarcado

Olympe de Gouges
Nós do Blog MAÇÃS PODRES fechamos a semana do DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA O MACHISMO divulgando a Declaração dos Direitos das Mulheres e da Cidadã (desconhecida por muitas feministas e nem mesmo citada na maioria dos livros didáticos de história do ensino básico brasileiro) junto uma reflexão sobre a condição da liberdade dentro filosofia humanista clássica que instituiu as bases sociais do mundo atual.
“Apesar do sistema de classes sexuais ter-se originado em condições biológicas básicas, isso não garante que, uma vez tendo sido banidas as bases biológicas de sua opressão, as mulheres serão livres”.

S. Firestone, Dialética do Sexo - 1976

21 de fev. de 2011

“Toda prisão tem um pouco de estupro ou puteiro” – O caso da escrivã despida a força pelos agentes da corregedoria

Artigo de Naomi Wolf
Artigo de Naomi Wolf
 http://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher/
(para ler o texto clique na imagem e para ampliar,
vá na barra de ferramentas na parte de baixo do computador)
Naomi Wolf:
Autora do "O mito da Beleza"
Não há nenhum exagero no título deste texto, basta lembrar dos casos ocorridos em 2007, no estado do Pará, em que mulheres eram colocadas em celas com até 20 homens. Neste últimos dias, cada mulher que viu as imagens da violenta prisão da escrivã sendo despida pelos policiais da corregedoria de São Paulo, sentiram na pele o que uma música dos anos de 1990 dizia em relação a racismo: “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
Porém este não é um comportamento exclusivo do Brasil,  reproduzimos nas fotos acima um artigo escrito pela feminista Naomi Wolf em que ela afirma, depois de muita pesquisa, que tais violências similares são comuns em presídios da Europa e EUA. Logo se confirma o que já sabemos, o  Estado Nacional é um instrumento do sistema econômico patriarcal e, desta maneira, reflete e institucionaliza todas as violências que sustentam os poderes do gênero masculino branco e heterossexual. Para quem não conhece o caso ou não viu as imagens na tv Bandeirantes ou na net, avisamos que o vídeo abaixo é violentíssimo.

23 de jan. de 2011

Por que eu sei que o feminismo está certo?

Porque feminismo quer acabar com todas as formas de discriminação e opressão. Lutamos pelo fim da misoginia e sexismo e nos solidarizamos com a luta contra o racismo, a homofobia e todos os preconceitos que causam desigualdade.
Queremos que as mulheres possam ser livres de papéis determinados e opressores e estendemos isso para todos. Não só para as mulheres. É claro que nosso foco são as causas femininas, mas todas nos interessam porque identificamos que a origem de todos os problemas está num modelo de sociedade que cria privilegiados e explorados, discriminadores e discriminados, opressores e oprimidos. E é contra essa sociedade hierárquica que se baseia no poder de uns e desempoderamento de outros que somos contra.
Entendemos que por sermos metade da humanidade, não existe mulher que não esteja sofrendo todo tipo de opressão e discriminação, pois somos: mulheres e negras, mulheres e lésbicas, mulheres e classe trabalhadora e etc. Nossa luta por liberdade e igualdade social, política, econômica, cultural e sexual é a luta para o bem-estar de todos, pois se libertamos uma parcela que é mais explorada, duplamente explorada, por ser mulher e por estar inserida em outras categorias que sofrem opressão, estamos colaborando por um mundo menos injusto e melhor para todos.

3 de jan. de 2009

MAÇÃS PODRES por MAÇÃS PODRES

Milenarmente a maçã é o mais conhecido símbolo para representar a discórdia, o perigo, o proibido, a quebra de tabus... É também um dos símbolos escolhidos para demonstrar o perigo que as mulheres representam para a sociedade. Nossa escolha por “Má-sãs” Podres é devido ao poder de destruição que o símbolo representa. Aos nossos olhos, tanto na mitologia, nas histórias infantis, na religião cristã a idéia da maçã é usada como metáfora ideológica favorável à dominação masculina. Como qualquer MAÇÃ PODRE, nossa intenção é de contaminar o pomar por completo. O nosso interesse é seduzir as mentes das mulheres que ainda possuem coragem de se manterem sãs e apodrecer com esta sociedade machista. Mulheres que não desejam ser “moças bem-comportadas” criadas para serem princesinhas do pai, rainhas de algum lar, unicamente esposas/mães zelosas, ou Barbies acéfalas do desejo masculino. Apesar de uma maçã, em média, possuir 64 calorias para cada 100g, uma MAÇÃ PODRE é um perigo para qualquer cesto ou sociedade, pois seu efeito é mais letal para o patriarcado do capital do que qualquer bomba laranja. A MAÇÃ PODRE é o nosso símbolo de transgressão. Representa nossa luta pela transformação. Revalorizamos o conceito de podre e da maçã, assim como desejamos revalorizar os conceitos de mulher e retomar os objetivos da luta feminista. Do fruto podre surge a semente para nova árvore do conhecimento. E não esperem de nós nada aquém da plena Emancipação Feminina e Humana. Mordam do fruto e provem que nunca existiu o paraíso, mas que ao menos exigimos a construção de um outro mundo. Viva a Luta Feminista!


Texto:
Patrick Monteiro e Ana Clara Marques