Fundamentalmente existem temas muito caros, e basicamente, o feminismo que conhecemos estabelece uma forte relação como o modo de produção capitalista, pois quase sempre “o feminismo” é a voz das “excluídas do trabalho”, a voz das mulheres que “buscaram as ruas”, que a duras penas “conseguiram” gritar, mas que, de um modo ou de outro, sem grau de valor aqui, estavam dentro de uma faixa mínima de consumo, que possuíam o mínimo de condições econômicas para gritar, o que não é o caso de todas as mulheres. Para dar conta disso e construir um calidoscópio empírico de como é a condição destas mulheres que, de tão invisíveis, são tão marginalizadas, não se encontrarem presentes nem mesmo na memória combativa do feminismo atual brasileiro, nos últimos meses, circulamos de carro pelas ruas que compõem algumas das “cracolândias” da Grande São Paulo, em busca abrir um registro sério sobre este tema. Algo diferente dos outros textos existentes na blogosfera feminista, que aqui não fale da "epidemia de Crack", que nada mais é do que um “outro” consumo de cocaína, tanto em seu aspecto comercial de venda quanto de ingestão no corpo, mas que represente a questão das mulheres em situação de rua, mais especificamente, as dependentes de crack, levantando a bola para a nossa responsabilidade feminista perante elas.
(Inclusive, infelizmente, mas por motivos óbvios, sem podermos identificar nenhuma das usuárias que se dispuseram a conversar, por própria vontade e proteção das mesmas)
(Inclusive, infelizmente, mas por motivos óbvios, sem podermos identificar nenhuma das usuárias que se dispuseram a conversar, por própria vontade e proteção das mesmas)





